Quando eu te der a mão você vai me ler inteira. E não tenho medo de ser água rasa pra você, não pra você. Porque teu olho cheio de estrelas e orvalho não me julga. Você me abraça inteira, não poda meu drama, não limita minha melancolia, não barra minha loucura. Você me aceita monstro porque a nós coube o segredo de ser, e a consciência ferina dessa existência. Mas não quero falar de filosofia agora. Quero te contar que você me inspira poesia e facas, cigarros e asas. Quero consertar aquilo que disse sobre a inutilidade de existir, eu esbarrei em você meu bem, tinha que ser assim. E rimo, sorrindo. E depois choro, você é grande demais pra caber no papel, na fotografia, nos meus braços pequenos. Você se abraça de leve, com preguiça, querendo se deixar cair, mas eu quero te apertar forte e te levar pro mar. Pra ver o sol nascer e acreditar que nasce por um motivo. Metafísico, biológico, místico, ou somente - lá vem minha rima fraca, boba, e tua - teu sorriso."
— Sobre a curva do teu riso fazendo curva no meu. Clara D

Nenhum comentário:
Postar um comentário