O amor não pode ser exigido.
Se ele vier, seja grato; se não vier, espere. Mesmo que você esteja
esperando que ele venha, não deve haver queixas, porque você não tem
nenhum direito. O amor não é um direito de ninguém, não existe uma
constituição que lhe confira o direito de viver o amor. Criamos uma sociedade que acredita somente no "fazer", enquanto a parte espiritual do nosso ser morre à míngua porque precisa de algo que não se faz,
mas acontece. Não que você dê um jeito de dizer: "Eu te amo"; você de
repente se pega dizendo que ama. Você mesmo se surpreende ao ouvir o que
diz. Não ensaiou na sua cabeça primeiro e depois repetiu, nada disso; é espontâneo. E, na verdade, os momentos reais de amor são silenciosos. Quando você
está realmente sentindo amor, esse mesmo sentimento cria à sua volta uma
radiância que diz tudo o que você não consegue dizer, que nunca pode ser dito. Mas, em vez disso, nós damos um jeito em tudo, transformamos tudo num "fazer" e o resultado final é que aos poucos a hipocrisia se torna uma característica nossa. Nós nos esquecemos completamente que se trata de hipocrisia. E na mente, no ser de uma pessoa que é hipócrita, qualquer coisa do
mundo do não fazer é impossível. Você pode continuar fazendo mais e
mais; você se tornará quase um robô. Portanto, sempre que você passar, subitamente, por uma experiência de
acontecer, encare-a como uma dádiva da existência e faça desse momento o
arauto de um novo estilo de vida. Simplesmente reserve alguns momentos das 24 horas do dia, quando não estiver fazendo nada, simplesmente deixe que a existência faça algo a você. E as janelas começarão a se abrir para você, janelas que o ligarão com o universal, o imortal.
Osho

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